Triste é quando o amor se esvai sem seu dono o queira. Vai fugindo, como um cão maltratado que apesar dos pesares tenta ser fiel e, desconfiado, fica cada vez mais longe.
Esvai-se, secando com a dor. Talvez gere raiva, angústia, rancor, mas tudo isso passa. Passarinho.
Quando se cansa não tem reza, benzedeira ou mãe de santo que o faça voltar. Nesses casos não existem amores zumbis, que renascem dos lugares mais improváveis. Vira uma pedra, difícil de esquecer e pior ainda de perdoar.
Até que surja um novo e a alegria volte. De repente tudo fica leve e flutua, como um disco voador levasse a vida de supetão. O passado deixa de ser importante e a vida por um tempo se parece com a de uma criança feliz, rindo de qualquer coisa.